O vestido verde
Duas semanas diferentes. Dois homens diferentes. Surpreendentemente, ambos com o mesmo nome. Com idades parecidas também. Mas é só isso. Ah, usei o mesmo vestido. Porque é novo e eu gosto.
Gostei de ambos. E gosto (talvez?). As sensações que cada um despertou em mim, não foram, contudo, iguais. Nem tão pouco parecidas. Aos dois tenho que agradecer pela sinceridade e vulnerabilidade. Estou cada vez mais perto de ser melhor. Obrigada.
Falemos sobre cada um individualmente.
Um é assertivo e direto demais (se isso existir). É crítico. São críticas construtivas, diz ele. É querido e quer ver-me feliz, diz ele. É muito vivido, mas também está muito interessado no que tenho a dizer, diz ele. Identifico-me pouco com ele e os nossos interesses não são os mesmos. É fácil fazer com que eu me irrite, mas também é fácil fazer com que eu passe a gostar de estar irritada. Nunca resultaríamos para além do primeiro date. Isto digo eu.
Outro é simples. Não digo isto no mau sentido, mas sinto clareza entre nós. É fácil conversar com ele e nem ver o tempo passar. É simpático e atrai-me. Sinto-o pouco preparado para lidar com o furacão que sou às vezes. Sinto também que ele simplesmente não quer. Ele quer ser leve, mas não é. Eu também quero e não sou. Com ele, também nunca resultaríamos para além do primeiro date.
Com um deles, gostaria de repetir. Não sei em que contexto, não sei onde, não sei porquê, nem sei se amanhã ainda vou querer, mas enquanto escrevo isto, quero. Não vos digo com qual porque algum deles ou ambos podem ler isto.
A vocês, homónimos, só desejo que o vosso caminho seja progressivamente melhor, seja lá o que isso for. Terem feito uma paragem no meu é positivo. Se algum dia nos voltarmos a cruzar, por favor, partilhemos histórias, contem-me tudo. E vamos rir de tudo aquilo que aprendemos e ainda temos por aprender.
Um beijinho,
Andreia.
(14 de agosto de 2023. 18h58.)
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