Amo-te Andreia
Perto de começar o último dia dos meus 29 anos, sinto-me triste. A vida está longe de ser aquilo que eu quero que seja, apesar de, conscientemente, saber que está melhor do que algum dia esteve.
Este ano foi de loucos. Vivi muito. Estou cansada. Comecei mais afincadamente o processo de trabalhar em mim mesma e tornar-me, progressivamente, melhor. Não vou negar o orgulho que sinto. Sou uma miúda... perdão, mulher cheia de força. Neste último ano, gostava de dizer que ri mais vezes do que chorei, mas acho que isso não é verdade. Chorei tanto. E escrevo isto com lágrimas nos olhos. É verdade, estou triste...
Ganhei confiança em mim mesma, tenho um gosto por estar sozinha que não tinha antes, voltei para a universidade e tenho-me mantido firme, mesmo quando me custa só existir.
Não queria começar os meus 30 anos com esta falta de energia e se há coisa que quero mudar é o quanto permito aos homens que influenciem o meu estado de espírito. A maioria de vocês dir-me-á que sou carente. Vocês que estão numa relação estável há anos. Vocês que têm filhos que vos dão amor incondicional. Vocês que procuram uma cama, semana sim, semana não. Deixemo-nos de hipocrisias. Se eu sou carente, vocês também são.
Se me derem a escolher entre viver esta vida sozinha ou com alguém que me ame a meu lado, a opção lógica é a segunda. O amor próprio nem sempre é suficiente. E mais do que não ser suficiente, é cansativo.
Nunca páro de tentar. Mas tenho que tentar de forma diferente. Não posso continuar a permitir que me desrespeitem, que me desviem do caminho de ser a melhor versão de mim. Não posso continuar a compreender o incompreensível.
No novo ano, tenho que ser melhor para mim do que sou para os outros. Tenho que ser capaz de me dar o amor que vocês não são capazes de me dar. E sei que falar/escrever é fácil, mas acreditem em mim, se eu quiser mesmo, eu sou capaz de tudo.
(Vou repetir isto até todos acreditarmos, principalmente eu.)
(30 de setembro de 2023.)
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