A ilusão

Muitas vezes, quando bebo, lembro-me de ti. 

Que estupidez, nunca estive contigo pessoalmente, mas tens sido uma presença constante na minha vida há anos. Acho que desde 2020.

Nem sempre foste dos meus preferidos. Aprendi a gostar de ti. Do teu jeito de ser sempre sincero comigo. Não me lembro de alguma vez ter desconfiado daquilo que me dizias. Não me contas muito, mas também não te negas a responder às minhas inquietações. 


Gosto da ideia de ti. De nós. Só consigo imaginar-nos em pequenos momentos, de horas, não consigo visualizar muito mais do que apenas fazer o amor contigo. 

Brinquei contigo com o facto de casarmos quando já formos muito velhinhos. Aceitaste. Ambos sabendo que isso nunca irá acontecer. Nenhum de nós quer isso. Tu queres menos do que eu. Mas ainda assim, alinhaste no meu devaneio. E, por isso, és uma das minhas pessoas. Repito, que estupidez. Nunca senti o teu cheiro sequer. E nem sequer sei quando é o teu aniversário. Mas conheço-te. E tu conheces-me

Gosto de ti neste mundo que criámos e não existe. Quero a tua presença no mundo real. Mesmo que isso implique gostarmos um do outro um bocadinho menos. 


(2 de setembro. 00h36.)

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