My person

Não é o meu primeiro desgosto amoroso. Nem sequer é o segundo. Não é a primeira vez que sinto não ser capaz de viver sem uma determinada pessoa.

Eu sei que consigo viver sem ti, já vivia antes. Não nasci agarrada a ti e provavelmente não morrerei agarrada a ti. Mas é a primeira vez que sinto não ter um propósito para além de ti. Não é fácil estar a passar por isto no meio de uma pandemia mundial. Não tenho emprego, não estudo. Não há bares abertos. Não é aconselhável estar perto de muita gente. Tudo coisas que as pessoas fazem para ultrapassar as separações. Não me interpretem mal, felizmente conheço muitas pessoas que estão dispostas a apoiar-me, a falar comigo, a estar comigo para me ajudar. Mas apetece-me estar sozinha. Apetece-me sofrer tudo aquilo que tenho para sofrer, sem camuflar nada com bebidas e casos de uma noite.

Tu és a minha pessoa, tens sido há algum tempo. Os outros não eram, os outros sempre estiveram em segundo plano em relação aos meus amigos. E em relação a ti, não sinto isso. Tens sido o meu pilar, o meu melhor amigo. Normalmente, serias tu que eu iria procurar para me ajudar a ultrapassar isto, mas não posso... Não da maneira que quero e preciso.

É só... Não tenho mais nada para dizer.

(23 de maio - 16h34)

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