The perks of being myself


Eu sou engraçada, divertida, sou inteligente e sou interessada. Gosto de aprender e de saber mais. Mudanças assustam-me, mas fico ainda mais assustada quando tudo permanece igual. Sou boa pessoa e mesmo quando tento ser má, não consigo. Adoro reciprocidade, mas nem sempre sou recíproca. Combater fogo com fogo não resulta. 

Tem sido difícil para mim encontrar alguém compatível comigo. Tenho feitos bons amigos, mas ainda não encontrei o meu parceiro para a vida. Sou compreensiva e sou empática. Tenho a mania que tenho sempre razão, mas no fundo, acabo sempre por ceder um pouco. Sei que não seria uma tarefa complicada encontrar alguém para me aquecer à noite, alguém que satisfizesse as minhas necessidades físicas. Mas isso é pouco e de pouco não sobrevivo. Quero mais e mais. Sempre. Sou ambiciosa emocionalmente, diria.

Não gosto quando não são justos comigo, porque eu sou o mais justa que consigo ser. Sou maravilhosa e sou única. Para além disso, sou bonita e tenho um sorriso brutal. Dou tudo de mim quando sinto que será reconhecido e valorizado. Dói-me quando não é.

Tenho defeitos. Sou teimosa, sou bruta e parva, vejo reality shows, adoro comer batatas fritas e beber coca-cola, não gosto de treinar. Quando me sinto triste, vejo porno. Quando estou aborrecida, toco-me. Não sou previsível, mas também não sou difícil de conhecer. Tenho 28 anos e tenho medo de não conseguir fazer tudo o que quero, com quem quero. Quero viver tudo ao mesmo tempo e rápido. Sou apressada. Faço sexo no primeiro encontro. Não quero casar, mas quero o para sempre. Mesmo que o para sempre sejam só uns meses ou uns anos. Intensidade. É essa a palavra: sou intensa. Sou de mais. Mas prefiro ser de mais do que ser de menos. 


(30 de novembro de 2021. 12h20.)

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