Your call is on hold, please hold the line

Costuma acontecer eu interessar-me pelos homens indisponíveis. Podia dizer-vos que é pura casualidade, mas não acredito que seja. 

Tenho pensado muito sobre isto da indisponibilidade e no que isso significa. É não ter tempo para estar com o outro? É preferir não partilhar o tempo livre que se tem? Ou é simplesmente não querer qualquer tipo de interação em qualquer circunstância? 

Não sei se estou disponível. Ou se sou disponível.

Em certos momentos, sinto que sim. Quando estou para aí virada. Quando bebo um pouco mais e quero atenção. Atrai-me quem não está perto. Se estivesse, continuaria a atrair-me? 


Na maioria das vezes, só saber que, por certas pessoas, seria capaz de me entregar, de perder o controlo, de viver sem expetativas, só a aproveitar o momento, chega-me. Se preciso de realmente o fazer? Tenho impressão de que nunca seria o suficiente. Porque no momento as expetativas podem não estar lá, mas eventualmente, elas aparecem. Aparecem sempre, porque no fundo, mesmo lá no fundo, ainda acredito que é possível amar e ser amado de volta. E ao mesmo tempo. 


2 dias depois... Apaguei o bumble. 


(26 de agosto. 13h05.)


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